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O Malvina derrotou o
Sargento Banguzinho, por 2 a 1, e conquistou o título do Torneio de
Inverno da Liga da Redenção, num jogo em que terminou numa grande
confusão patrocinada por dirigentes, técnico, jogadores e torcedores do
time da Bom Jesus que agrediram o presidente da Liga, Mário Ávila. O
título do Malvina foi merecido porque foi mais positivo nas chances de
gol que desfrutou. Já no primeiro minuto o time do técnico Jorginho
abriu o placar com Theylor. O Banguznho conseguiu empatar ainda no
primeiro tempo, mas coube a Theylor voltar a marcar e definir a vitória
do Malvina. O Banguzinho ainda desfrutou de duas ou três grandes chances
de gol, mas por imperícia de seus atacantes não converteu.
Tudo começou no
momento que que o Malvina entrou em campo. Sem goleiro, o time catimbou
apesar da ordem do presidente da Liga para que a partida fosse iniciada.
O goleiro que chegou em disparada se fardou rapidamente e na hora de
assinar a súmula não portava a carteira de identidade. "O documento
ficou no carro e no intervalo eu entrego na mesa", prometeu. Mas não foi
bem assim. Ele não portava documento. Mário avisou ao técnico do
Malvina que se o jogador não entregasse o documento até o apito final da
partida, o Banguzinho seria declarado campeão qualquer que fosse o
resultado. Segundos antes do apito final ele chegou com a carteira.
Ao tomar conhecimento
do fato, o dirigente Luís Fernando e mais o goleiro reserva foram até a
mesa reclamar. "Tu já teve jogador que apresentou documento durante a
partida", disse Mário a Luís Fernando. "Não é verdade", respondeu o
dirigente. "Se tu estás dizendo isto tu és sem vergonha". O goleiro
tomou as dores pelo dirigente e passou a discutir com o presidente da
Liga. O jogo estava 1 a 1. Mas a cada momento vinha um do banco do
Banguzinho reclamar. "Eu não pude jogar. Não me deixaram entrar em campo
sem documento", se referia para a mesária. "Não é comigo", dizia ela.
Terminada a partida, o
treinador do Banguzinho se dirigiu ao presidente da liga, no que foi
seguido por alguns atletas do Banguznho. E aí começaram as agressões.
"Eu levei um soco do goleiro reserva e caí no chão. Passei a ser chutado
não por um ou dois jogadores, mas por vários", contou Mário Ávila, já
em sua residência se queixando de dores nas costelas. As agressões ao
presidente da Liga só cessaram devido a firme intervenção de jogadores,
dirigentes e torcedores do Malvina.
O dirigente do
Sargento Banguzinho, Luís Fernando, continuava irado e depois de
cessadas as agressões continuava dizendo que tinha sido roubado pelo
Mário e chamou a mesária Rosângela de sem vergonha. "Ela é a grande
culpada".
O QUE VAI ACONTECER
Todos os jogadores que
assinaram a súmula da partida por parte do Bangtuzinho, comissão
técnica e dirigentes, serão suspensos de todas as atividades esportivas
organizadas pela liga da Redenção e da Copa Kaiser. O relatório dos
acontecimentos será enviado para a Secretaria de Esportes com
possibilidade de punição ao time e aos jogadores, no caso de dois anos.
Alguns atletas do Banguzinho participam do Primavera, campeão do
municipal da série B do ano passado do campeonato municipal. Um dos
jogadores, conversando com o árbitro Pelé, no final do jogo, se mostrava
preocupado com uma possível pena a ser imposta pela comissão
disciplinar da Sme. "Não fiz nada e pegar dois anos, não é justo",
dizia.
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